Depois de empate com o Luverdense em casa, Vasco entra em crise

Publicado em 09 de novembro de 2016 às 20h:00

Por Mário Célio

aak62zbInternamente há quem diga que Jorginho mudou o comportamento após Eurico bancar sua permanência até 2017. O acordo entre os dois foi formalizado depois de forte assédio do Cruzeiro. O Vasco costuma contratar pela carteira de trabalho, não como “pessoa jurídica”. A aproximação do técnico com o presidente, e consequentemente com o poder, há tempos tem gerado ciúmes na Colina.

Está claro que houve um erro no planejamento do elenco. O treinador seguiu fechado com os “trintões” que quase fizeram milagre no Brasileiro passado. A oportunidade de “limpar a área” após o rebaixamento foi desperdiçada pelo Vasco, que seguiu com Rodrigo, Júlio César, Diguinho, Júlio dos Santos, Jorge Henrique etc. Pior: exceto o paraguaio, os demais tiveram seus vínculos renovados até dezembro de 2017.

A manutenção dos experientes incomodou nas divisões de base. Como o blog mostrou há um ano, havia grande expectativa pelo maior aproveitamento das revelações de São Januário em 2016, mas isso não acontece. Responsáveis pela área, Nilson Gonçalves e Álvaro Miranda, filho do presidente, queriam o elenco rejuvenescido e sustentavam a ideia de que o Campeonato Carioca seria laboratório para lançar garotos, que seriam maturados na Série B do Brasileiro.

O meia Matheus Pet, por exemplo, iniciou a temporada como titular e logo na terceira rodada do Carioca foi para o banco. E entre janeiro e outubro, pouquíssimos jogadores da base foram utilizados na segundona, casos se Douglas, Alan Cardoso, Andrey, Evander, Caio Monteiro e o próprio Pet. A exceção foi a partida contra o Luverdense, 1 a 1 em Lucas do Rio Verde, onde vários reservas entraram em campo.

Os planos dos homens da base não se concretizaram, especialmente a intenção de fazer uma boa venda para o exterior, o que daria visibilidade ao trabalho do departamento e fortaleceria os cofres. O clube só conseguiu emprestar os meias Bruno Cosendey e Matheus Índio para Vitória de Guimarães e Estoril, de Portugal, respectivamente. Luan é o único cria da base titular absoluto com Jorginho.

Para justificar o baixo aproveitamento das pratas da casa, o treinador precisaria vencer a Série B com os velhos medalhões. Mas o grupo chegou ao limite físico e técnico no final do primeiro turno e o time caiu vertiginosamente de rendimento desde então, com aproveitamento de meio de tabela. Mesmo assim, ninguém no clube imaginava que o Vasco fosse chegar à reta final ameaçado pelas equipes que estão em quinto e sexto.

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