Governo do Acre é uma fábrica de forjar mandatos de adversários

Publicado em 08 de dezembro de 2016 às 10h:56

Por Mário Célio

Werles Rocha era um Major, sem nenhuma expressão política. Nem entre os muros do quartel. Veio a greve dos policiais militares, em que se colocou à frente do movimento, sendo um dos maiores incentivadores. Numa simbiose entre o comando da PM e o gabinete governamental foi preso. Virou vítima. Passou a partir deste episódio a ter simpatia de boa parte da população. Saiu para deputado estadual e se elegeu.images-3

O governo continuou numa guerra particular contra o Rocha. Comentei na ocasião este fato de que, o governo que tinha ajudado a lhe eleger para a Aleac estava lhe dando passaporte para ser deputado federal, porque virou o contraponto eleitoral ao PT. Não deu outra: ganhou bem a eleição para a Câmara Federal.

Quando vejo agora o então subcomandante da PM, coronel Ulisses, deixar o cargo por ser contra o corte da etapa alimentação pelo governo dos cerca de dois mil aposentados e o comando o punir lhe colocando na Corregedoria da PM, que praticamente é um departamento que trata da punição da tropa, me leva a dizer que podem estar estendendo um tapete vermelho para o Coronel Ulysses (foto) ganhar uma cadeira na Assembléia Legislativa, em 2018. Na política, quem vira vítima é quase certa a sua eleição quando disputa um mandato eletivo. É um pulo à vitória. A história política registra vários deste tipo de episódio.

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