Microcefalia prolifera em aldeia de Feijó

Publicado em 31 de janeiro de 2017 às 22h:12

Por Mário Célio

Uma comunidade indígena, pertencente uma aldeia, denomina terra nova no auto Rio Envira, está convivendo com um alto índice de microcefalia uma doença neurológica rara em que a cabeça e o cérebro da criança infectadas são significativamente menores do que os de outras da mesma idade e sexo. A microcefalia normalmente é diagnosticada no início da vida e é resultado do cérebro não crescer o suficiente durante a gestação ou após o nascimento. A aldeia terra nova está localizada no auto Rio Envira, e tem um povoado de aproximadamente 100 índios.

O filho do cacique, Antônio Bilosco Kulina, disse a nossa reportagem que sua comunidade vive desprovida de apoio dos órgãos representantes dos povos indígenas. Eles alegam que a maioria das crianças que nascem, estejam contaminadas com a doença, prejudicando as condições de trabalho de nossos irmãos.

Recentemente o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o Zika vírus e o surto de casos de microcefalia no nordeste do país em 2015. A febre zika, ou simplesmente zika vírus, é uma infecção causada pelo vírus ZIKV, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo transmissor da dengue e da febre chikungunya. Cada vez mais estudos tentam esclarecer a relação entre esses dois quadros. No caso dos índios da aldeia terra nova é possível que todos tenham sidos afetados pelo vírus ZIKV.

Se a causa da microcefalia for genética é possível preveni-la. Por isso é importante fazer o aconselhamento genético antes de engravidar. Além disso, a melhor forma de se prevenir não só a microcefalia, mas diversas outras doenças. Os índios temem que suas gerações futuras sejam formadas somente por índios nánnos.

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