Pai que abusava das próprias filhas e mais 5 são presos por estupro de vulnerável, na capital

Publicado em 07 de dezembro de 2017 às 10h:47

Por Mário Célio

Crimes de abuso e estupro eram praticados contra crianças e adolescentes/Foto: reprodução

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada na Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), cumpriu 6 mandados judiciais na manhã desta quinta-feira (7), que resultaram em 5 homens presos e um menor de 17 anos apreendido. Todos são acusados pelos crimes de abuso e estupro de vulneráveis. Um deles, identificado pelas iniciais N. R. C, segundo a denúncia, abusava e mantinha relações sexuais com as filhas de 13 e 16 anos.

Os outros presos durante a ação policial nos bairros da capital, e que foram identificados pelos prenomes de Jocicley, Edson, Kleiton, e Cleudo, já possuíam sentença condenatória pelos atos cometidos. Vale a pena salientar também, que pelo menos três deles já cumpriam pena no Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde (FOC), por outros crimes e, agora suas penas devem ser somadas a mais essa condenação.

A delegada Elenice Frez, informou durante entrevista coletiva que no caso de N. R. C, onde caracterizou-se incesto com as duas filhas biológicas, a escola teve um papel fundamental no caso, uma vez que foi durante uma conversa com a direção que uma das vítimas se abriu e contou o sofrimento ao qual era submetida dentro da própria casa. Uma das meninas, hoje com 16 anos, relatou que era abusada desde os 12 anos.

“A menina se abriu na escola, a mais velha, e ela já vinha demonstrando muito abatimento, um abalo psicológico e acabou se abrindo com algumas colegas que levaram ao conhecimento da direção, que acionou o Concelho Tutelar. O Concelho Tutelar me ligou, pedindo orientação e eu orientei a forma como eu acho que tem que ser feita nessa situação. Delegacia é a porta de entrada master para abuso sexual”, disse.

Delegada de Polícia Civil Elenice Frez/Foto: Marcos Dione-Folha do Acre

Frez afirmou ainda, que a mãe das meninas era ciente de toda a situação, e que teria tido apenas uma conversa com o marido, preferindo não denunciar o caso à polícia. A delegada se mostrou estarrecida com o fato, e relatou que a filha mais nova, por medo, negou em um primeiro momento os abusos sexuais, mas depois durante o acompanhamento psicológico acabou contando que também era vítima da próprio pai.

“Ela tinha conhecimento porque a filha mais velha já tinha revelado à ela, e tudo que ela fez foi conversar, e a filha disse que realmente depois da conversa os abusos sessaram, mais que o sofrimento mental delas não sessou. Os abusos pararam, mas o sofrimento permanecia ao ponto de ela não conseguir levar a vida bem. Ter prejuízos escolares, viver chorando. Isso tudo são sintomas de que algo está errado”, concluiu.

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