Prefeito Kiefer tira prefeitura de Feijó do cadastro de maus pagadores Kiefer afirma que priorizou os serviços essenciais e faz prognósticos animadores para os próximos meses.

Publicado em 04 de outubro de 2017 às 09h:16

Por Mário Célio

O prefeito do município de Feijó, Kiefer Cavalcante (PP), retirou na semana passada o nome da prefeitura do Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias, também conhecido por Cauc, que é uma espécie de “Serasa” dos municípios. Passados exatos nove meses de sua posse, ele faz um balanço de sua gestão, afirma que priorizou os serviços essenciais e faz prognósticos animadores para os próximos meses.

“É uma imensa alegria para mim e para o povo feijoense saímos do ‘Serasa’. Agora poderemos receber recursos federais, reivindicar a alocação de emendas parlamentares e firmar convênios como o Governo Federal”, disse o prefeito, destacando que, neste mesmo período, não recebeu nenhuma ajuda do governo do Acre. “Não recebemos um único centavo”, destacou ele.

Prefeito de Feijó Kiefer Cavalcante (PP)/Foto: reprodução

Após prestar as informações necessárias aos órgãos de controle, bem como parcelar dívidas com a Receita Federal do Brasil (RFB), Eletrobras, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pretende agora, como ele mesmo diz, deslanchar.

Eleito com 47% dos votos nas últimas eleições, Kiefer Roberto Cavalcante Lima, de 49 anos, é oriundo de uma família de empresários no município. Formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Acre (Ufac), o alcaide, cujo slogan da gestão é “Gente é Pra Ser Feliz”, viajou para Brasília e vai peregrinar pelos ministérios e gabinete parlamentares em busca de recursos.

Ainda sob o regozijo do fim da inadimplência, da qual metade prefeituras do Acre amargam pendências, ele recebeu a equipe de reportagem em seu gabinete e concedeu a seguinte entrevista:

Repórter– Na semana passada o senhor conseguiu tornar a prefeitura adimplente. Comente sobre isso, por favor.

Kiefer Cavalcante – Nós recebemos o município com muitas dívidas. Fizemos um parcelamento de uma pendência de quase 10 anos. Agora poderemos investir mais em setores prioritários como educação, saúde, produção e infraestrutura.

Repórter – O que a população pode esperar ainda neste ano e para o próximo?

Kiefer Cavalcante – Neste momento, estamos assinando um convênio de R$ 2,5 milhões com a Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia), através de uma emenda do nosso senador Gladson Cameli, que também já liberou mais de R$ 1 milhão para a atenção básica à saúde.

A previsão para ano que vem é animadora, pois poderemos firmar convênios principalmente com o Ministério da Defesa, através do projeto Calha Norte. Além disso, todos os parlamentares de oposição estão de braços abertos para nos atender.

Veja bem, vou fazer pleitos para todos os parlamentares, independe a que partido ele pertença. Na semana que vem, estaremos recebendo um caminhão para a agricultura, que é de uma emenda do senador petista Jorge Viana.

Repórter – O que o senhor conseguiu realizar nesses nove meses de gestão?

Kiefer Cavalcante – Vamos começar pela educação: compramos material de consumo e equipamentos. Adquirimos uma caminhonete, um quadriciclo, uma moto e uma voadeira para deslocamentos na zona rural. Não tínhamos nenhum carro no setor. Também estamos reformando cerca de 40 escolas. Vamos realizar um concurso que oferecerá 70 vagas. No tocante à saúde, reformamos três postos de saúde, adquirimos uma caminhonete, compramos mais de um R$ milhão em medicamentos.

Estamos muito presentes a zona rural, principalmente com as campanhas de vacinação. Na produção, em parceria com o Sebrae, realizamos várias feiras, inclusive, na próxima semana, teremos a do agricultor. Através de emendas do senador Jorge Viana, adquirimos duas caminhonetes e um caminhão. Abrimos quase 700 quilômetros de ramais sem nenhuma ajuda do Governo do Estado, é bom que se frise.

Estamos em processo de licitação para adquirirmos material esportivo, que uma coisa muito bem-vinda na zona rural. Por fim, através de uma emenda do deputado federal César Messias, conseguimos recursos para construir, aqui na sede do município, uma casa de passagem para os agricultores. A infraestrutura ficou um pouco a desejar. Percorrendo os ministérios em Brasília, percebi que os recursos estão escassos, mas conseguiu alocar, através de uma emenda do senador Gladson Cameli, R$ 2,5 milhões para pavimentar a principal avenida de cidade, a Avenida Marechal Deodoro, obra que será iniciada no verão do próximo ano.

Repórter – Por que o munícipio não possui uma rodoviária?

Kiefer Cavalcante – Há mais de dois anos, o Governo Estadual está construindo uma rodoviária, inclusive com recursos do programa Calha Norte. Quero colocar ela para funcionar e tirar os ônibus que fazem o transporte interestadual das laterais das ruas. Os responsáveis pelo Deracre e Seop disseram que a rodoviária será entregue no fim desde ano.

Repórter – Como é a sua relação com a Câmara de Vereadores?

Kiefer Cavalcante – É uma relação muito boa. Tenho contato com todos os vereadores, inclusive com os de oposição, mesmo tendo a maioria na Casa. O presidente, o nosso amigo José Cleomar, mais conhecido por “Cabeludo”, é um parceiro. Mantemos uma relação de espeito e parceria como aquele poder.

Repórter – o senhor tem acompanhado os trabalhos na BR 364? Qual é a sua avaliação dos serviços feitos pelo DNIT?

Kiefer Cavalcante – A BR é uma preocupação de todos os acreanos, principalmente de nós que moramos nesta região. Essa previsão de que ela poderia fechar, na minha opinião, está praticamente descartada. Se Deus quiser, no ano que vem a BR será concluída.

Repórter – qual é a sua mensagem para o povo feijoense?

Kiefer Cavalcante – A nossa mensagem é que estamos cumprindo o que dissemos em campanha. A cidade está limpa, respeitamos as pessoas, estamos fazendo festividades como os festivais do Açai e Gospel. Estamos pagando os servidores em dia, inclusive já pagamos a metade do décimo-terceiro em julho. Tenho muito respeito pelo dinheiro público. Temos muita coisa ainda para arrumar, mas com a ajuda da população chegaremos a nosso objetivo, que é trazer desenvolvimento e consequentemente a melhoria na qualidade de vida da nossa população.