“Rio Branco está igual a Manaus, com guerra de facções dominando o Estado”, diz Marcio Bittar Para o político, quem manda no Acre são as facções e quadrilhas, pois são elas quem definem mortes, atentados e latrocínios registrados diariamente

Publicado em 05 de janeiro de 2017 às 21h:12

Por Mário Célio

O ex-deputado Marcio Bittar (PSDB) criticou duramente os posicionamentos do governador do Acre, a quem classificou como algo entre fraco e inoperante em relação ao combate à explosão de violência vivida em toda o Estado.

Bittar destacou ainda o fato do banho de sangue ocorrido dentro de uma prisão em Manaus ter sido tudo de uma só vez, enquanto no Acre a violência entre grupos criminosos é registrada em doses menores, porém diárias.

“No Acre tem acontecido a mesma violência de Manaus, como tem sido divulgado na imprensa local, com pessoas morrendo por conta da guerra das facções. Em Manaus a diferença foi por ter explodido tudo de uma só vez, morrendo dezenas de pessoas. Mas no Acre a violência tem sido em doses diárias, onde também temos casos de pessoas degoladas e praticamente todo dia tem pessoas mortas na guerra entre facções”, destacou Bittar.

O político disse estar afirmando há anos que: “A esquerda não consegue controlar a marginalidade. Em nosso Estado, como eu disse há pouco tempo, e quem manda são as gangues e as facções. Eles, grupos criminosos organizados, definem as regras, com toques de recolher e outras pressões, estando acima da Lei e do Estado”.

Bittar destacou ser preciso uma atuação firme no Congresso Nacional para mudar a Constituição e poder combater a criminalidade de forma centralizada em Brasília e por parte do Governo Federal. “O crime organizado é relacionado com as drogas e não conhece fronteira, com a droga entrando a partir da Bolívia, Peru e Colômbia”, comentou.

Para Bittar, o Governo do Acre como os demais governos de esquerda, ficam a justificar o crime e o criminoso, colocando tudo como responsabilidade da sociedade. O político destacou ainda que, na opinião dele, quem pratica crime hediondo tem de ficar isolado da sociedade.

“Países muito mais pobres que o Brasil, com a Índia, tem índices de homicídios e latrocínios muito menores. Nada explica esta crescente de marginalidade no brasil pela questão social como a esquerda tenta fazer as pessoas crerem. Para diminuir a marginalidade precisa combater o crime e o criminoso, com a aplicação da lei para todos”, complementou.