Vazam diálogos em que comandante da PM manda reprimir manifestantes e pede blindagem a ele e ao governador

Publicado em 15 de dezembro de 2016 às 09h:08

Por Mário Célio

coronel_02O comandante-geral da Polícia Militar do Acre, tenente-coronel Júlio César, considerou “ridículo” o vazamento de um diálogo em que ele determina “fazer de tudo” para evitar que os militares participem de manifestações. Júlio César atribuiu o vexame ao que chamou de “velha política dentro da corporação”. Na conversa pelo Whatsapp, o comandante teria alertado> “cuidado para não parecer ordem minha ou do governador. Se os policiais da ativa se unirem com os da reserva, a corporação pega fogo. A Inteligência pediu para isso não acontecer”.

Em seguida, o que seria um outro oficial não identificado responde. “Os oficiais estão comigo. Os praças não pensam, só executam. Praça que vai pra assembléia (encontro da categoria para deliberar ações contra o corte de verbas destinadas à alimentação) atrás de mais trabalho e aí eu vou apertar a escala”.

No jargão policial, “apertar a escala” pode sugerir muito mais que a ampliação da jornada de trabalho. Militares ouvidos pela reportagem dizem que “escalar alguém” dentro do quartel é puni-lo severamente.

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