Campanha do vereador Célio Gadelha teria comprado voto de funcionários de empresa por R$ 100 cada um

A Operação “Intruder Brother”, desencadeada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira, 4, levantou informações decorrentes do primeiro turno das eleições onde a campanha do vereador eleito pelo MDB, Célio Gadelha, que obteve 1.293 votos, teria supostamente comprado votos.

De acordo com as investigações, um irmão de Gadelha, juntamente com um cabo eleitoral, entrou sem permissão em uma empresa do ramo alimentício de grande porte da cidade, reuniu com 20 funcionários e distribuiu santinhos e grande quantidade de dinheiro em troca de votos.

O ac24horas apurou que cada funcionário teria recebido R$ 100 cada. A entrada dos membros da campanha teria sido intermediada pelos gerentes da empresa sem o consentimento dos proprietários, responsáveis por ceder imagens do circuito interno de segurança mostrando a ação.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa de Célio Gadelha, na residência de seu irmão e dos gerentes ligados a empresa do ramo alimentício. O delegado Pedro Ivo, responsável pela investigação, afirmou ao ac24horas que apenas mandados de busca e apreensão foram pedidos pela PF ao juiz da 9ª Zona Eleitoral, Robson Aleixo, e que nenhum pedido de prisão temporária ou preventiva havia sido requisitado até então.

A reportagem apurou que Gadelha recebeu mais de R$ 91 mil de recursos nas eleições deste ano, sendo R$ 67 mil da direção Estadual do MDB, de origem do Fundão Eleitoral. Ele também foi um dos próprios investidores da campanha, retirando do próprio bolso cerca de R$ 15 mil. As demais doações foram de pessoas físicas que variaram entre R$ 1.000 e R$ 1.500.