Feijó está em situação de alerta para dengue, zika e chikungunya

 

No estado do Acre, 20 municípios realizaram levantamento de infestação do Aedes aegypti. A capital, Rio Branco, está em situação de risco

O novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2018 aponta que 16 cidades estão em situação de alerta ou risco de surto de dengue, zika e chikungunya no estado do Acre. Desse total, 9 estão em risco de surto das doenças. Outros 7 aparecem em alerta e 4 estão em situação satisfatória. Rio Branco, a capital do estado, está situação de risco.

Confira os munícipios do Acre, em situação de alerta ou risco de surto de dengue, zika e chikungunya: Feijó, Rio Branco, Acrelândia, Capixaba, Manoel Urbano, Senador Guiomar, Bujari, Porto Acre, Xapuri, Sena Madureira, Epitaciolândia, Assis Brasil, Santa Rosa do Purus, Plácido de Castro, Mâncio Lima e Porto Walter. 

No país, o levantamento indica que 1.153 municípios brasileiros (22%) apresentaram um alto índice de infestaçãocom risco de surto para dengue, zika e chikungunya. O Ministério da Saúde alerta a necessidade de intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti, mesmo durante o outono e inverno, em todo o país. Ao todo, 5.191 municípios realizaram algum tipo de monitoramento do mosquito transmissor dessas três doenças, sendo 4.933 por levantamento de infestação (LIRAa/LIA) e 258 por armadilha. A metodologia da armadilha é utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente.

“O resultado do levantamento indica que é necessário dar mais atenção nas ações de combate ao mosquito. A prevenção não pode ser interrompida, mesmo no período mais frio do ano”, alertou o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Osnei Okumoto. Segundo o secretário, a continuidade das ações é importante para manter baixos os índices de infestação, justamente para quando chegar a época de maior proliferação. “Assim será possível manter a redução do número de casos” explicou o secretário.

Além das cidades em situação de risco, o levantamento identificou 2.069 municípios em alerta, com o índice de infestação predial (IIP) entre 1% a 3,9% e 1.711 municípios com índices satisfatórios, inferiores a 1%.

Confira a lista de municípios

CRIADOUROS

A metodologia permite identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município, além de revelar quais os principais tipos de criadouros predominantes. Os resultados reforçam a necessidade de intensificar imediatamente as ações de prevenção contra a dengue, zika e chikungunya, em especial nas cidades em risco e em alerta.

O armazenamento de água no nível do solo (doméstico), como tonel, barril, foi o principal tipo de criadouro na região nordeste. Nas regiões norte, sul e centro oeste, o maior número de depósitos encontrados foi em lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção. Na região Sudeste predominaram os depósitos móveis, caracterizados por vasos/frascos com água, pratos e garrafas retornáveis.

Agência Saúde