Gladson Cameli faz história durante lançamento do Plano Agroflorestal 2019

“Um dia histórico para o setor agroflorestal acreano.” Foi desta forma que a presidente do Sindicato da Indústria Madeira do Acre (Sindusmad), Adelaide de Fátima, definiu o lançamento do Plano Agroflorestal 2019 ocorrido nesta sexta-feira, 28, no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre (Faeac).

“Esta é a primeira vez, em mais de trinta de anos, que todas as licenças do setor da indústria florestal estão sendo entregues no mês de junho porque, em anos anteriores, recebíamos esse documento durante o inverno e éramos prejudicados por conta dos nossos ramais que não dão tráfego para nossas carretas e, agora, teremos o verão todo pela frente para trabalhar”, explicou.

Empresários dos setores moveleiro, cerâmico, florestal e agropecuário que acreditam neste novo ciclo da economia do Acre compareceram em peso para prestigiar o evento.

Entre eles estava Luís Artur Grams, proprietário de uma madeireira no município de Sena Madureira. O empresário comemorou a agilidade para obter a licença e afirmou estar animado com o aceno do governo em modificar a legislação ambiental com o objetivo de fortalecer e alavancar toda a cadeia que envolve o setor florestal.

“Estamos há três anos no estado do Acre, onde instalamos uma indústria e adquirimos uma área para manejo florestal e este evento é muito importante para a liberação das licenças e, consequentemente, isto significa que todo o setor vai melhorar e garante a geração de muitos empregos”, enfatizou o empresário.

Empresário Luís Artur Grams comemorou agilidade na emissão de licenciamentos ambientais Foto: Diego Gurgel/Secom

Entrega de licenças assegura 2,9 mil empregos somente no setor florestal

Foram entregues, em tempo recorde, 171 licenças ambientais que contemplam áreas como a agricultura, agroindústria, manejo florestal madeireiro, suinocultura, piscicultura, uso alternativo do solo, obras de infraestrutura, transporte, serviços e indústrias madeireira e de transformação.

Em gestões passadas, que utilizavam o modelo da florestania como viés ideológico, este mesmo documento levava anos para ser emitido e, em muitos casos, sequer era liberado.

Somente para o setor florestal foram autorizados 20 licenciamentos. Isso corresponde a uma área superior a 13,6 mil hectares com capacidade de exploração de 231 mil metros cúbicos de madeira. Desta forma, a expectativa é que 2,9 mil empregos diretos sejam gerados em todo o estado.

Na área de infraestrutura estão garantidos licenciamentos para a melhoria e construção de aeródromos, esgotamento sanitário, anel viário de Brasileia e Epitaciolândia, contenção e estabilização de encostas, urbanização de bairros, entre outros.

Para o governador Gladson Cameli, a burocracia não atrapalhará o desenvolvimento econômico e social do Acre. O chefe do Poder Executivo está otimista com as mudanças que estão em curso e acredita que este é o momento de alcançar o verdadeiro progresso.

“A presença de todos vocês aqui nos indica que estamos no caminho certo e como sempre falo, o nosso governo é o governo do diálogo. Por isso tenho certeza que, juntos, estamos elaborando aquilo que é o melhor para o nosso estado, vamos buscar o desenvolvimento e, ao mesmo tempo, respeitar o meio ambiente porque isso é possível. Será desta forma que vamos melhorar a vida da nossa população”, destacou Cameli.

O que eles disseram

“O nosso Governo mostra que é possível conciliar desenvolvimento e preservação ambiental, desenvolvimento e produção, preservação e geração de riqueza. Começamos a construir um novo momento para o nosso Estado”, Major Rocha, vice-governador

“O setor madeireiro nos disse que há vinte anos aguardava uma reunião conosco e jamais tiveram essa oportunidade. Este é um setor gigante do nosso Estado, segundo PIB da nossa economia e que vai gerar, sem dúvida, mais de 3 mil empregos”, Israel Milani, secretário de Estado de Meio Ambiente

“Meio ambiente sustentável tem que caminhar com o ser humano ao lado. Porque não existe meio ambiente sustentável sem que o ser humano possa usufruir do meio ambiente”, Vanda Milani, deputada federal

“Até o ano passado, um evento sobre o meio ambiente, nesta casa [Faeac], era algo muito difícil de acontecer e isso mostra a disposição do governo de querer pacificar essa questão ambiental”, Assuero Veronez, presidente da Faeac