‘Guerra Santa’: a briga dos pastores Luiz Gonzaga e Pedro Abreu pelo poder político no Acre

Pastores Pedro Abreu e Luiz Gonzaga travam disputa dentro das Assembleias de Deus

Racha dentro da Assembleia de Deus

Após travarem disputas acirradas pelo controle da Convenção Estadual de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Acre (Ceimadc) e Pedro Abreu ter levado a melhor, Luiz Gonzaga de Lima, presidente da igreja em Rio Branco ter levado a pior, foi a vez do racha acontecer. Luiz Gonzaga e sua Assembleia de Deus abandonaram o projeto nacional e estadual para se unirem aos Câmaras.

Poder político

O que está por trás da disputa é bem mais que um compêndio de princípios e termos evangélicos: é poder político.

Interesses e mais interesses

Pedro Abreu é sogro do deputado Jairo Carvalho (PSD) e mentor de dezenas de políticos. Luiz Gonzaga conseguiu durante décadas manter o ex-deputado Helder Paiva no poder, mas perdeu força nos últimos tempos.

Reinos próprios

Para quem está fora dos bastidores políticos pode até substimá-los, mas o fato é que Pedro Abreu e Luiz Gonzaga são poderosos politicamente, uma espécie de ministros ingleses em seus respectivos reinos.

Antônia Lúcia

A terceira peça desse tabuleiro é Antônia Lúcia Câmara, esposa de Silas Câmara, que ganhou ainda mais força política com o fato de Samuel Câmara ter assumido a recém-criada nova convenção assembleiana em Belém, no Pará.

Rebelião

O pastor-presidente da Assembleia de Rio Branco, Luiz Gonzaga, articulou a saída da Assembleia de Deus de Rio Branco da convenção nacional da igreja e consequentemente da estadual. Fez no melhor estilo “rebelião”, no ato de um ato de oposição a autoridade ou poder dominante, coisa que é extremamente combatida no meio cristão.

Oficial

Oficialmente a Assembleia de Deus é uma igreja rebelde que se uniu a uma convenção recém-formada, deixando para trás sua própria convenção e lideranças de mais de 75 anos. Foi-se a tradição, ficou apenas o nome.

Abandonou após derrota

A Assembleia de Deus de Rio Branco, conduzida desde 1993 pelo pastor Luiz Gonzaga de Lima, abandonou a Convenção Estadual de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Acre (Ceimadc) após Gonzaga ter sido derrotado três vezes consecutivas para presidir a entidade.

Plano B

Resumindo: Luiz Gonzaga não conseguiu o controle da Ceimadac, amargando derrotas gigantes para Pedro Abreu, viu seu poder diminuir e optou pelo plano B.

Irônia

O plano B de Luiz Gonzaga é cheio de irônias, pois fez ele se submeter à família Câmara, da qual faz parte a ex-deputada Antônia Lúcia que foi tão duramente criticada por ele.

A volta por cima de Antônia Lúcia

Antônia Lúcia deu a volta por cima tendo agora Samuel Câmara, parente dela, como presidente nacional da convenção e Luiz Gonzaga apenas um membro estadual.

Reino de Deus

Enquanto cada pastor cuida do seu reino, a coluna questiona: quem realmente se interessa pelo reino de Deus?

Bom dia a todos

Fonte: Gina Meneses