PSOL ganha suplência de Jorge Viana, mas dinheiro do partido terá que ser prioridade para ex-prefeito petista

O PSOL vai ter, pela primeira vez, um lugar mais destacado na Frente Popular, depois de amagar ser coadjuvante sem privilégios por longos anos. O atual presidente, Jamir Rosas, deverá ser o segundo suplente do senador Jorge Viana (PT). Muitos dirigentes e militantes fizeram festa com a notícia até descobrirem um provável golpe. É que o PT mandou para o PSOL, para disputar as eleições de deputado federal, o ex-prefeito de Feijó, Merla Albuquerque, mesmo este respondendo a uma série de processos por má gestão na prefeitura, inclusive criminal.

Para dar a segunda suplência para o chefe do partido, o PT teria exigido que o dinheiro público recebido de Brasília seja descarregado todo na candidatura de Merla. Um dos dirigentes enviou documentos ao Blog do Evandro Cordeiro por meio dos quais é mostrada a ficha completa do ex-prefeito. Ele disse que poderá apresentar inclusive gravações da negociação, que teria culminado com a exigência do PT para que o federal do PSOL seja o único beneficiado com o dinheiro público que vem para a sigla. “Nós que nos matamos pelo partido há tantos anos, acabamos ficando em terceiro ou quarto plano. O primeiro plano será um cara que veio lá do PT e cheio de processos”, disse, revoltado, o membro do partido que pediu para não ter seu nome revelado.