Tião Viana manda projeto de privatização do PS para votação e deputado diz: “Pacote de maldade não cessa”

O projeto de autoria do governo de Tião Viana (PT) que legaliza o edital da escolha da Organização Social (OS) que pode gerir o Pronto Socorro de Rio Branco chegou em caráter de urgência para votação no plenário da Aleac. Hoje (07), o deputado Nelson Sales (PV) repudiou a forma que o governo trata a situação onde os deputados não tiveram tempo para analisar o projeto e muito menos sem debater entre os profissionais da saúde.

“O pacote de maldade do Tião Viana não cessa. Quando a gente pensa que o governador vai fazer algo para melhorar, só piora. Eles criaram a situação do Pro-Saúde, não contrataram todos os profissionais, e agora inventaram a gerência de Organizações Sociais, as OS. Será que nós precisamos de OS, se o governo não dá conta dos serviços básicos? Se sim, por que não seguiram as recomendações do MP?”, questinou.

Sales fez um apelo aos pares que não votem a matéria sem passar pelos tramites legais como nas comissões da Casa de Leis. Ele criticou a forma que o governo envia os projetos que necessitam de urgência.

“O Tião Viana continua fazendo pouco caso desta casa. Se manda um projeto ontem e diz que tem que votar em Regime de Urgência, sem discutir, com todos os atores que fazem a saúde do estado. Isso não é justo! Sem discutir, para aquele que é o principal, o alvo, a população, é vergonhoso. Quando é que o cidadão vai ter tempo de debater? E nós deputados vamos ter tempo de analisar? Hoje quero ver cada deputado, se vai ser subserviente aos caprichos de Tião Viana!”, disparou.

Nelson alerta que a terceirização do pronto socorro pode servir como cabide de emprego do Governo. “Nós continuamos sem resolução dos problemas nos postos de saúde. Ele [Governador] prefere colocar uma OS para fazer dela um cabide de empregos. O Governo que não dá conta de gerir a política de saúde do estado, muito menos fiscalizar uma OS. Nossa responsabilidade está em cheque nessa casa, deputados! É vergonhoso se essa casa aprovar essa lei hoje, tenha certeza que os deputados, ninguém dessa casa pode dizer que está preparado. Se votar vai votar por subserviência”, concluiu.