Hospital de Feijó está sem direção, denuncia o Sindicato dos Médicos do Acre.

Publicado em 05 de janeiro de 2017 às 22h:46

Por Mário Célio

O Sindicato dos Médicos do Acre (SINDMED-AC) denunciará ao Ministério Público Federal (MPF) a direção do Hospital Regional de Feijó.  As medidas que estão sendo tomadas pelo o Sindicato, são atribuídas às ausências constantes da gerente geral do Hospital de Feijó e outros fatores que vem colocando em risco a saúde do cidadão.

Segundo o presidente do SINDMED-AC, Ribamar Costa, a situação se agravou ainda mais porque faltam médicos e a escala é fechada com dois profissionais por dia, sendo que em alguns casos a unidade chega a ficar com apenas um profissional e um segundo apenas de sobre aviso.

A situação que ainda será comunicada ao Conselho Regional de Medicina (CRM) conta ainda com testemunhos de trabalhadores que narram à falta dos dirigentes do hospital que ficam dias sem aparecer.

“A situação de Feijó é crítica e lembra o caso de Brasileia, o que pode ser interpretado como caso de uma interdição ética. A única ambulância está em péssimas condições, segundo os servidores, o que pode resultar em um acidente”, afirmou o sindicalista.Os funcionários do hospital nos informaram que uma mulher havia sofrido aborto espontâneo acabou ficando quatro dias à espera de transporte para Tarauacá. O motivo foi à ausência da gerência para autorizar o deslocamento. A demora pode resultar no agravamento das condições de saúde da paciente que necessitou retirar os restos do aborto. Trabalhadores ainda acusam a gestora, pela falta de lençóis limpos, medicamentos, seringas e exames de ultrassonografia.

Recentemente, a administradora da unidade chegou a mudar o repouso médico de lugar, colocando os profissionais em local insalubre, com infiltrações, e odor muito forte de esgoto·.

Para o presidente do Sindmed-AC, a falta de gestão resultou em outros problemas funcionais como a mudança da sala de ultrassonografia para um local de muita claridade, o que impossibilita o exame, alteração que resultou na queima do nobreak que é utilizado na máquina.

A sala de curativos está com o ar-condicionado quebrado e a ventilação é feita por uma janela aberta, o que aumenta as possibilidades de contaminação e o ambiente ainda possui infiltração. “Vamos encaminhar todos os problemas aos órgãos competentes e pedir a punição dos responsáveis, porque a situação apenas se agravou”, finalizou o sindicalista.

 

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