Sebastião e Jorge Viana estão na “Lista de Janot” que será enviada ao STJ e STF

Publicado em 15 de março de 2017 às 23h:25

Por Mário Célio

O governador do Acre, Sebastião Viana, e o seu irmão, o senador Jorge Viana, ambos do PT, estão na polêmica “Lista de Janot”, material que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou nesta terça-feira (14) ao Supremo Tribunal Federal (STF) contendo 83 pedidos de abertura de inquérito para investigar políticos citados nas delações de 77 executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht e da petroquímica Braskem (empresa do grupo Odebrecht). A informação foi divulgada com exclusividade pelo Jornal Nacional, da Rede Globo.

Ao lado do governador do Acre, mais 9 governadores estão na lista enviada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para abertura de investigação. Os nomes divulgados até o momento são de Sebastião Viana (PT), do Acre, Renan Filho (PMDB), de Alagoas, Luiz Fernando Pezão (PMDB), do Rio de Janeiro, Fernando Pimentel (PT), de Minas Gerai e Beto Richa (PSDB), do Paraná. É provável que o nome dos outros governadores sejam revelados nos próximos dias.

Já no Senado Federal, Jorge Viana (PT-AC), irmão de Sebastião,  também está na lista dos que serão investigados pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Além do petista do Acre, estão Lindbergh Farias (PT-RJ), Marta Suplicy (PMDB-SP) e LÍdice da Mata (PSB-BA).   Outros nomes de senadores e deputados como Eunício Oliveira (PMDB-CE), e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), além Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Edison Lobão (PMDB-MA), José Serra (PSDB-SP) e Aécio Neves (PSDB-MG) já haviam sido divulgados na terça-feira, 14, pelos principais jornais do país.

O nome de governador do Acre apareceu pela primeira vez na delação de executivos da Odebrecht em dezembro do ano passado. Segundo as revelações,  Sebastião teria recebido R$ 2 milhões para a campanha eleitoral de 2010, em forma de caixa 2. Entre as investigações da Policia Federal divulgada pela imprensa, o governador teria o codinome de “Menino da Floresta”, que antes teria sido dado como se fosse do Senador Jorge Viana.

Em nota divulgada nas redes sociais, o governador se defendeu, afirmando que nunca se encontrou com Marcelo Odebrecht e que está longe dessa “podridão”. Ele lembrou ainda, que todas as suas contas de campanhas foram declaradas e aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Já Jorge Viana, segundo um executivo da empresa, teria recebido R$ 300 mil em dinheiro vivo pago pela empreiteira em 2014. Segundo o delator, o dinheiro foi repassado a Jorge Viana durante um encontro que tiveram no L’Hotel, em São Paulo.

Nomes já conhecidos da lista de Janot
Dentre os 37 nomes revelados pela TV Globo nestas terça e quarta que integram a lista do procurador-geral Rodrigo Janot enviada ao STF, há:

Seis ministros do governo Temer – Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria Geral), Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia), Bruno Araújo (Cidades), Marco Pereira (Indústria, Comércio Exterior e Serviços)
Cinco governadores – Renan Filho (Alagoas), Luiz Fernando Pezão (Rio de Janeiro), Fernando Pimentel (Minas Gerais), Tião Viana (Acre), Beto Richa (Paraná)
Seis deputados: Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara; Marco Maia (PT-RS); Andres Sanchez (PT-SP); Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA); José Carlos Aleluia (DEM-BA); Paes Landim (PTB-PI)
Dez senadores: Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente do Senado; Edison Lobão (PMDB-MA); José Serra (PSDB-SP); Aécio Neves (PSDB-MG); Romero Jucá (PMDB-RR); Renan Calheiros (PMDB-AL); Lindbergh Farias (PT-RJ); Jorge Viana (PT-AC); Marta Suplicy (PMDB-SP); LÍdice da Mata (PSB-BA)
Dois ex-presidentes da República – Luiz Inácio Lula da Silva (PT); Dilma Rousseff (PT)
Dois ex-ministros do governo Dilma – Antonio Palocci (PT); Guido Mantega (PT)
Um ex-ministro do governo Temer – Geddel Vieira Lima (PMDB-BA)
Um ex-governador – Sérgio Cabral (PMDB-RJ)
Um ex-presidente da Câmara – Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
Dois prefeitos – Duarte Nogueira (PSDB-SP), de Ribeirão Preto; Edinho Silva (PT-SP), de Araraquara
Um ex-candidato a governador – Paulo Skaf (PMDB-SP)
Um ex-assessor da ex-presidente Dilma Rousseff – Anderson Dornelles

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