Walter Prado diz que Acre vive época pior que Esquadrão da Morte e que há grupo de extermínio atuando

Publicado em 07 de dezembro de 2017 às 15h:09

Por Mário Célio

O delegado aposentado e ex-deputado Walter Prado afirmou à reportagem da Folha do Acre na manhã desta quinta-feira (7) que a violência no Acre durante o governo Tião Viana (PT) está cem vezes pior do que na época do “Esquadrão da Morte”.

Walter afirmou que quando foi delegado integrante do grupo de investigação que atuava no combate ao “Esquadrão da Morte”, no ano 2002, foram registrados 48 homicídios por ano, enquanto até o início de dezembro de 2017 já foram registrados 461 homicídios no estado.

Prado afirmou, ainda, que pelo aumento de mortes praticadas com armas de fogo de uso retrito da polícia acreana há indicativos de que há um grupo de extermínio operando no Acre.

Walter Prado disse que o uso de arma ponto 40, de uso da segurança pública, indica a suspeita de grupos atuando nos mesmos moldes dos grupos de extermínio.

“Muitos crimes são cometidos com armas privativas de uso da polícia. Há um cara em uma moto preta que já matou cerca de 12 pessoas e ninguém prende. É o modus operandis de grupo de extermínio”, diz.

O delegado aposentado afirmou, ainda, que é um absurdo a quantidade de homicídios que são cometidos no Acre sem que nenhuma providência seja adotada.

“Em 2002, quando havia 48 assassinatos não solucionados criaram um grupo de 10 delegados para investigar, e hoje com 461 mortes ninguém faz nada”, diz.

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